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Avicultura brasileira avança com demanda forte, competitividade global, biosseguridade rigorosa e expansão das exportações em 2026 e oportunidades. 
A avicultura brasileira deverá consolidar seu protagonismo em 2026, com crescimento projetado de aproximadamente 2% na produção nacional de frango de corte, impulsionada tanto pelo mercado externo quanto pela firme evolução do consumo doméstico.
De acordo com o relatório "Perspectivas para o Agronegócio Brasileiro 2026”, publicado pelo Rabobank, a carne de frango continuará sendo a proteína animal mais competitiva no Brasil no próximo ano, especialmente diante do avanço dos preços da carne bovina previsto para o segundo semestre e da manutenção de custos elevados para a carne suína. A relação mais acessível entre preço e qualidade tende a sustentar a preferência do consumidor brasileiro pela proteína avícola, garantindo ao setor estabilidade de demanda mesmo em um cenário econômico ainda sensível para as famílias.
 
No comércio internacional, o Brasil seguirá como protagonista absoluto, mantendo a posição de maior exportador global. O relatório indica que as exportações brasileiras de frango continuam em trajetória de expansão, com uma geografia cada vez mais diversificada. Um dos movimentos mais relevantes apontados na publicação é o avanço acelerado no México, onde os embarques do Brasil cresceram cerca de 70% até setembro de 2025, transformando o país no terceiro maior fornecedor daquele mercado em setembro e no quinto maior considerando o total do ano. Esse crescimento expressivo demonstra a consolidação de um destino estratégico que reduz a dependência dos embarques para a China e abre espaço para um alinhamento comercial de longo prazo com parceiros da América do Norte.
  • Mesmo assim, o relatório adverte que a concorrência internacional deverá se intensificar. A recuperação da capacidade exportadora dos Estados Unidos deve provocar uma disputa mais acirrada pelo espaço de mercado em destinos como Filipinas, Japão e Coreia do Sul, tradicionalmente compradores relevantes do frango brasileiro. A China, por sua vez, tende a manter o movimento de redução de importações devido ao aumento da produção interna e à maior oferta global de proteína avícola. Contudo, caso o acordo de regionalização sanitária avance, a abertura seletiva poderia amenizar perdas de volume ao possibilitar que apenas regiões afetadas fiquem restringidas em um eventual surto sanitário.
     
O relatório também enfatiza que a sanidade continuará sendo o principal fator crítico da competitividade brasileira. A permanência da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade H5N1 nos Estados Unidos aumenta a diversidade genética do vírus e o risco de disseminação pelo continente, especialmente durante períodos de migração de aves silvestres originárias da América do Norte. Apesar dos avanços científicos em vacinas internacionais, o Brasil mantém sua política de prevenção e eliminação de focos, sem vacinação, preservando o acesso comercial aos principais importadores — prática que exige vigilância ativa rigorosa, fortalecimento da biosseguridade nas granjas e resposta rápida em qualquer suspeita sanitária.
 
Segundo a publicação do Rabobank, esse conjunto de fatores mantém o Brasil como uma referência global em disponibilidade, qualidade e custo competitivo de produção. Entretanto, exige que produtores e indústrias intensifiquem a gestão de eficiência operacional, especialmente no que se refere ao uso de tecnologia, inteligência de dados, controle ambiental e mitigação de riscos na cadeia. O setor entra em 2026 com um cenário de oportunidades consistente, mas com o entendimento de que competitividade crescente e proteção sanitária serão determinantes para a manutenção de margens e para o sucesso da avicultura brasileira nos próximos anos.
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Fonte:https://www.noticiasagricolas.com.br/videos/granjeiros/409004-avicultura-catarinense-se-recupera-de-crise-pos-gripe-aviaria-no-rs-com-exportacoes-ja-reestabelecidas.html
Tags:competitiva, sendo, doméstico, econômico, corte, produção e global556 palavras6 min. para ler